quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

O balanço de 2009 e o que esperar de 2010

Em meio a negócios e especulações de praxe da época, o ano de 2009 termina com as torcidas paulistas muito mais preocupadas e ansiosas com a próxima temporada do que se vangloriando pelas conquistas do ano.

Até porque o único clube de São Paulo a ser campeão neste ano foi o Corinthians. Mas, excetuando-se o Campeonato Paulista, que pra mim continuará sendo pré-temporada enquanto o calendário for esse, a única conquista do Timão já tivera sido mais comemorada pelo que traria no futuro, pela garantia da vaga na Libertadores, do que a do próprio rótulo de atual campeão da Copa do Brasil.

Santos: Fez bonito no Paulista, se arrastou no Brasileiro e termina a temporada cheio de dúvidas e esperanças com a eleição do novo presidente. A mudança deve ser grande na Vila, não sei não, pra mim, 2010 pode ser trágico para o peixe. Um cenário parecido com o que aconteceu recentemente com o Corinthians e com o Vasco parece estar se desenhando com o Santos.

Corinthians: Teve um primeiro semestre dos sonhos. Voltara da série B, com um herói nacional no time e ganhou as duas competições que disputou jogando muita bola. E o Ronaldo brilhou muito, deixando até os mais orgulhosos anti-corinthianos com inveja. Mas tô com a impressão, muito reforçada pelo vexame a que o time se prestou no segundo semestre, de que o Timão se deslumbrou. Tá colocando muita pilha numa difícil conquista da Libertadores no centenário. O time que estão montando tem bons jogadores, muitos para a mesma posição, talvez. Pelas fichas apostadas na Libertadores, as projeções corinthianas para 2010 passam por uma dicotomia clássica: se for campeão continental será mágico, se perder, independente das circunstâncias, será trágico. Arriscado.

São Paulo: Foi mesmo um ano atípico pela falta de títulos. A mudança de Muricy para Ricardo Gomes, ao contrário do que se imaginava, fez muito bem ao tricolor. Disputar o título e conseguir uma vaga direta para Libertadores foi terminar de formaa absolutamente honrosa uma temporada fraca. Como tem sido rotina nas últimas temporadas, não consigo tirar o São Paulo de qualquer grupo de favoritos dos campeonatos que disputará.

Palmeiras: Esse sim. O Papai Noel dos rivais. Assumiu a liderança e foi campeão brasileiro. Contratou Muricy, campeão. Chegou Vagner Love, campeão, não tem pra ninguém. Ganhou de virada do Santos, aí a torcida soltou o grito da garganta, extravasou os 10 anos de fila, "É campeão". Pois é, mas quando Santos, São Paulo e Corinthians se viam sem motivo para festa no final do ano, eis que o time "campeão" brasileiro, que por mais rodadas liderou o certame, fica de fora, inclusive, da Libertadores. Não sei o que esperar do Palmeiras em 2010.


É isso, ano que vem tem Copa do Mundo, Corinthians e São Paulo com grandes chances na Libertadores, muito assunto pra discutir... Nos encontramos aqui no Desempate, até lá.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

O Lance! contra todos

Pra mim, esse caso Guiñazu está sendo emblemático e no final, definido o futuro do volante argentino, teremos uma resposta para a credibilidade do maior diário esportivo do país.
Atualmente toda imprensa despreza a possibilidade de transferência e, numa resposta a suposta exclusividade na informação dada pelo Lance!, tratam o assunto como especulação, o que não é, diga-se, costume do jornalismo esportivo brasileiro.

Os próprios dirigentes dos dois clubes envolvidos, segundo todos os veículos de imprensa(inclusive o Lance!), negam taxativamente a negociação.

Apesar disso, contra tudo que se tem de concreto até o momento, o Lance! sustenta sua apuração. A cópia da carta da procuração ao empresário feita pelo atleta em férias não quer dizer muita coisa, pelo menos pra mim.

Até mesmo na matéria em que trazem o trecho do diretor do clube gaúcho repudiando a informação que considera um "mal entendido", o jornal esportivo o contradiz e termina o texto com: "Nesta terça, Fabiano Ventura, com a proposta do São Paulo em mãos, marcou reunião com a diretoria do Inter, com a presença de Guiñazu, para fechar o acordo. O São Paulo espera que o jogador faça exames e seja anunciado ainda nesta semana."

Se o negócio vingar, o Lance! e principalmente o colunista Benjamim Back poderão bater no peito e orgulharem-se de ter informado com exclusividade e coragem a mais interessante transação do futebol brasileiro nesta janela de negociações. O que também deflagrará o orgulho e incredibilidade de todos os outros meios de informação esportiva.

Caso tudo não passe de um mal entendido, ou pior, de uma invenção deste veículo de INFORMAÇÃO, ficará mais do que evidente a irresponsabilidade e descaso com que o Lance! trata seus leitores.

Enfim, só nos resta esperar para ver.

Senhores, farei um balanço de 2009, antes que ele acabe, esperem e visitem.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Presidente desesperado

Pelo menos quatro times ainda mantém chances reais de título, faltando quatro rodadas para o término do campeonato brasileiro.
Mas o Palmeiras, o time que parecia que não desceria do topo da tabela de jeito nenhum, ruiu, tremeu, desestabilizou. Não são os adversários quem falam, muito menos os comentaristas, quem me dera ser eu o dono de tal raciocínio irresponsavelmente arriscado... Até porque a diferença de um ponto é praticamente insignificante nessa altura de um campeonato que neste ano tem a instabilidade e imprevisibilidade no DNA.

Quem demonstra todo o desespero que atinge o Palestra é justamente a autoridade máxima dentro de um clube de futebol, o cara que exerce um cargo prioritariamente Político dentro da sociedade esportiva, e que, por acaso, neste clube específico, é um baita de um administrador, intelectual reconhecido... Deu a loca no presidente Belluzzo, ele foi o primeiro a acusar o golpe.

Uma pausa para uma observação indiscutível: Se um lance como o do gol anulado pelo Simon, fosse numa pelada de futebol de firma, num churrasco de sábado a tarde, de um time de camisa contra um sem camisa, sem juiz, com meia dúzia jogando descalço, e o time daquele cara mais chorão tivesse sofrido um gol como o feito pelo Obina, não passaria pela cabeça desse cara, que pede até reversão em lateral, reclamar de falta no lance.
Pra mim, e pra torcida do Flamengo (será?), a anulação foi uma aberração sem igual.
Acredito no mínimo de bom senso dos três ou quatro que leem este post: esse fato é absolutamente inquestionável.
Pronto.

Mas nem isso justifica a fúria do mandatário palmeirense. Pra que isso? Ainda tem quatro jogos, ganhe-os, comemore o título e ofereça-o para quem quiser.

Um intelectual já de uma certa idade chamando um juiz de futebol pra porrada é surreal.
Só o Palmeiras foi prejudicado pela arbitragem? E quando foi beneficiado? Que méritos teve o Palmeiras nesse jogo para garantir que um gol no primeiro tempo asseguraria a vitória? Que futebol tem jogado o Palmeiras para insinuar que está perdendo pontos por um complô, conspiração, sei lá?


Eu ainda acho provável , para minha decepção, que o verdão leve esse campeonato. Tão provável para eles, quanto é possível para São Paulo, Flamengo e Atlético MG. Não há nada perdido, só não está ganho como já esteve.

Não precisa dessa reação insana da diretoria. É incompreensível. Belluzzo conseguiu tirar o rótulo de vilão do Simon para colocar em si.


Sobre o São Paulo, que agora está líder: Não estou satisfeito. Não sou ranzinza, nem corneta, talvez seja mal acostumado como a grande maioria dos são-paulinos, mas tenho convicção de que o tricolor só está líder por completa incompetência dos outros 19 times. Ainda não vejo muitos méritos que façam um time, que está mais preocupado com renovação de contrato do que em ganhar o título, merecer esta posição.

O único orgulho é abrir o baú de comentários do começo do ano, reler notícias velhas e perceber que para o cenário que estava desenhado, já chegamos longe demais.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Sem campeão

Caso alguém tenha se dado conta do ostracismo que acometera esse blog nas ultimas semanas e tenha sentido falta de uma atualização, desculpe-me.

Bora falar dessa classificação de Brasileirão em que 6 pontos separam o primeiro do sexto colocado, a 7 rodadas do fim.

Pode parecer confortável não arriscar palpite numa situação dessa, mas antes omisso do que especulador.

Quem dispensa sua paciência para ler as baboseiras que falo neste blog sabe que duas coisas me revoltam, chances matemáticas e comentaristas de momento, as duas juntas então... e elas combinam.

Os 5 pontos de vantagem do Palmeiras evaporaram. E o campeão virtual, com folgas, agora é o menos badalado dos 6. Claro, depois de uma rodada em que, dos 6, foi o único a não ganhar. Não deveria ser assim. A experiência de campeonatos de pontos corridos e a percepção quase unânime da falta de um grande time deviam nos ensinar que é sempre prematuro vaticinar campeões antes das rodadas decisivas. Seja o Palmeiras que lidera há muito tempo, São Paulo e Flamengo com suas arrancadas, ou o Inter que era o Campeão antes do campeonato começar.

Se perder esse jogo pode dar adeus, se ganhar vai ser difícil segurar. Tal rodada é fundamental para as pretensões de tal clube...


E qual desses times da ponta não perdeu numa dessas rodadas fundamentais para suas pretensões de título? Qual deles já não foi desacreditado da briga pelo caneco?
Ou seja, temos, até agora, um campeonato sem campeão, ou então com vários campeões longo do certame.

Até por isso.... (vamo lá: quem me lê, sabe que tem mais uma coisa que me revolta, além da matemática e do comentário oportunista, o que também me indigna muito é a torcida do Palmeiras).
Voltando... até por isso, nenhuma torcida pode ser tão pretensiosa a ponto de gritar "é campeão" a dez rodadas do fim da competição, como fizeram nossos ilustres colegas palestrinos nos instantes finais da vitória contra o Santos na Vila Belmiro.
De antemão, ressalvo, e já escrevi sobre isso aqui, que não sou muito fã do tal do "campeão voltou" em cada gol do São Paulo, e também não descarto que ao final do campeonato se descubra que os palmeirenses da Vila tinham razão. É só uma questão de prudência, que pode ter sido esquecida dada a ansiedade de um clube que não sente o gosto de um Título (com T maiúsculo mesmo) há 10 anos.

Mas o verdão ainda é o que mantêm mais chances. Por que? Porque ainda é o que tem mais pontos. Só que não dá nem para descartar uma trágica ausência palmeirense na Libertadores. Também não tenho coragem de afirmar que o Cruzeiro (sexto colocado, mas de melhor campanha no returno) não será campeão. Sei lá, vai saber.

Acho que o único palpite que tento arriscar é sobre o time pelo qual torço. A experiência de 3 anos seguidos sentindo o gosto de uma equipe que deixava transparente a sina de campeã, mesmo distante da ponta, me faz estar bem mais cético quanto as chances do tricolor esse ano. O São Paulo de 2009 não demonstra clima nem postura de vencedor. Por isso não acredito no tetra-hepta. Mas também não desconsidero essa hipótese. Simplesmente porque todos os outros passam a mesma impressão.

A persistir essa regular irregularidade na ponta, seja lá quem for o campeão, não terá cara de campeão. O que é bom para o campeonato, ainda mais quando discute-se a sobrevivência da fórmula de disputa por pontos corridos. E esse possível retrocesso é o gancho da discussão do próximo post... Até lá!

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Desafio

Bem, apesar de estar em falta com uma periodicidade mais consistente, pretendo ser objetivo, e fugir um pouco da discussão clubística. Em breve eu venho com uma análise mais detalhada sobre o desenrolar do campeonato Brasileiro. Hoje, seleção:

1- Dunga comprova a cada convocação e jogo que é um excelente comandante. Ao passo que também confirma a cada entrevista que é uma figura antipática e excessivamente agressiva com os repórteres.

2- Assisti à uma entrevista com o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, no Arena SPOTV. Tive uma surpresa e foi uma surpresa positivíssima. Ok, sabemos todos que ele não liga muito para democracia, o que é lamentável, e que ele também não vai largar o osso tão cedo. Mas o cara tem uma visão de gestão esportiva muito fundamentada, e respondeu ao crivo comandado pelo Kléber Machado lançando mão de respostas coerêntes e taxativas a todo instante. Copa do Mundo, mudança de calendário, economia dos clubes e da própria CBF, tudo muito bem explicado e argumentado. Não me lembro de ter visto outra entrevista de tanto tempo do mandatário do futebol brasileiro, por isso, agora que o conheço melhor, posso dizer que ele está longe de ser o monstro pintado pela maioria da crônica esportiva.

3- A Argentina tem de ir pra Copa. Pra mim, hermanos são parte do roteiro obrigatório que eu gosto de acompanhar no mundial. Rivalidade só é interessante se alimentada. E eles vão, mesmo com uma mula de agasalho sentada no banco de reservas.

4- O Brasil está bem demais, voando. Em 2005 também estava. Então, é bom lembrar que Copa é outra realidade. Nada de favoritismo.

5- Por último, o mais gritante sobre o selecionado nacional. E é a pergunta que ficará para análise de vocês, caros colaboradores deste blog, nos comentários.
Trago o desafio que lancei no meu twitter ainda durante o primeiro tempo do jogo contra o Chile, valendo uma TV LCD de 32'' para quem conseguir responder: O que faz Nilmar ser reserva do Robinho na seleção brasileira?

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Irreconhecível

Já escrevia as primeiras linhas desse post, que não eram essas, óbvio, quando um palmeirense soprou no meu ouvido aqui do lado que a lenda da volta do Vagner Love dessa vez não foi historinha de meio de ano, como sempre acontece desde que ele saiu e que acontece com tantos outros que são boatos obrigatórios nessa época de transferências... enfim, um bom reforço, principalmente pelo histórico no clube, o que faz os palmeirenses sorrirem num misto de satisfação e alívio, como esboçou o colega que me comunicou a novidade.
Outro palmeirense, dia desses, ofendeu-se por eu ter comparado o Love no Palmeiras ao que é Dentinho, ou ao que foi Herrera, no Corinthians. Injustificável a cólera do palestrino. Alguém com um mínimo de inteligência e tato para o futebol vai perceber que a julgar pelos campeonatos que disputaram pelos dois times, os dois tem muito em comum. Deixando as provocações de lado, V.Love vem pra ser um dos melhores atacantes do Brasil.

Agora, vou voltar ao meu intento inicial, ao assunto que me motivou uma nova postagem.

O ano passado o São Paulo chegava ao confronto com o Palmeiras no segundo turno no Brasileiro totalmente desenganado. Em má fase, longe da disputa, e ainda via o Verdão e o Grêmio encabeçando a disputa.
Jogo no Palestra Itália, lembro-me nitidamente do favoritismo (até que justificável) entregue ao time da casa.
Diferente da trajetória àquele momento, o São Paulo entrou em campo imponente. Em poucos minutos Rogério abria o placar de penalti. O tricolor chegou a abrir 2 x 0 e dominou o jogo. Em lances individuais de Denilson e Kléber o Palmeiras chegou ao empate no finalzinho. Quem comemorou o jogo foi o Palmeiras, embora fosse favorito e jogasse em casa. Sim, mas ficou no São Paulo até pelo estranha felicidade do adversário a sensação que as coisas poderiam ser melhores... a história a partir desse jogo todo mundo conhece.

Esse ano, embora ainda esteja atrás na tabela, o São Paulo vem em boa fase (salvo último jogo) e joga em casa. Um vitória, e tricolor tira a diferença de pontos e pode ser estimulado tanto ou mais que o embate do ano passado. Os ventos sopram muito mais a favor esse ano. Mas estou desconfiado.
Até por isso, MEU desenho é outro esse ano. Temo, sinceramente, pela força de um Muricy do outro lado. Temo também pela onda "campeão voltou" do próprio São Paulo, até o Palmeiras que nunca me meteu medo, motivado pela chegada do Love e pela vitória sobre o Inter, me assusta.
Não estou procurando desculpas antecipadas, mas o São Paulo já provou o que tinha de provar esse ano, a reação fulminante deixou boquiaberto o universo do futebol. Mas, ao contrário do que tanto critiquei no ano passado, acho que comemorarei um eventual empate em casa esse ano.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Alô torcida carioca, aquele abraço!

Amanhã o Vasco da Gama receberá o Ipatinga no Maracanã para festa dos seus 111 anos de portentosa história. O cruzmaltino já vendeu mais de 56 mil ingressos antecipados para o jogo. Se vencer, chegará à última rodada do primeiro turno da segunda divisão com 39 pontos, igualando a invejada campanha do Corinthians no ano passado.

O torcedor desse mesmo Vasco, que comemora 111 anos com boa campanha e Maracanã lotado, mas que disputa a segunda divisão, ironicamente é o único dos cariocas a se regozijar no momento futebolístico atual.

O claudicante Flamengo, entre trocas de técnicos, pressão de torcida, gols de Adriano e frangos do Bruno, deve permanecer na elite. Como figurante, outra vez.


Botafogo e Fluminense estão na zona do rebaixamento. O tricolor, alias, parece ter gostado do subsolo do Brasileirão. Desde o ano passado são raras as rodadas em que esteve fora da zona do desespero, deu sorte de uma dessas rodadas ter sido a última de 2008.
O alvinegro experimentou a segundona não faz muito tempo. O Flu foi já mais fundo, há 10 anos jogava a série C e só voltou do limbo por conta de uma daquelas das conhecidas ( e esperamos extintas) viradas de mesa.


De meados da década passada para cá, os clubes do Rio, de maneira geral, não fazem frente aos grandes de São Paulo. .

A configuração do futebol nacional, por regiões, mudou. Atualmente, até mineiros e gaúchos já aparecem como forças mais imponentes no cenário nacional. - Ok, algumas das últimas Copas do Brasil foram para o Rio (Fla em 2006 e Flu em 2007), mas até aí, Santo André e Jundiaí também abrigaram a taça.

O motivo do colapso? Talvez o amadorismo na administração. Talvez o descaso com a gestão do futebol. Talvez as medidas paliativas, como comprar jogador, mesmo sem dinheiro para pagar, em detrimento de investimento estruturais. Pode ser corrupção. Pode ser uma entressafra de jogadores da base... deve ser tudo isso.

Parece-me, portanto, surreal ver Flamengo, Vasco, Fluminense e Botafogo juntos na série A nos próximos anos. Sempre vai ter um deles caindo ou não subindo.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Na minha opinião...

Depois da quarta-feira da primeira rodada do segundo turno:

O Goiás ainda não jogou. E o GOIÁS pode terminar a rodada como líder.

O líder ainda é o Palmeiras que não ganha há 4 jogos.

O Inter se mantém freguês do Corinthians, que ao contrário do que seu próprio técnico previa, demonstra que pode voltar a brigar na ponta de cima.
O Santos está reagindo, também ao contrário do que seu próprio técnico previa.
O Grêmio tem medo de sair de casa.
Fluminense, Sport e Botafogo brigam incansavelmente por uma vaga na série B. Otricolor carioca é o que melhor cumpre esse papel atualmente.
O São Paulo está a 1 ponto do líder. Há 4 rodadas eram 10. Há 9 jogos não perde, há 7 só ganha.
Só fatos. Nenhuma conlusão. Chega uma certa altura do ano que dá pra se abster de opiniar.
Não é sempre, só hoje.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

O risco do sonho corinthiano

Gosto de lembrar trechos de alguns juízos que eu fiz recentemente para não parecer incoerente e também para poder criticar de cara limpa a crônica esportiva, que em linhas gerais ignora suas conclusões anteriores reciclando as análises ao sabor de uma simples mudança de placar, por exemplo.
Um sem número de jornalistas já deu o título brasileiro ao Inter/RS, Corinthians, Atlético/MG e Palmeiras, muitos transitaram entre eles, na maior cara-de-pau. E nem o primeiro turno acabou. Enfim, apesar de já ter cornetado, não era sobre isso especificamente que me propunha a falar quando decidi pelo post.

Vim pra falar do Corinthians. Para fazer minha mea culpa e resgatar uma frase que disse há uns meses atrás quando lamentava a crise no São Paulo: "Sorria corinthiano, o ano é seu". Pois é, nenhum fiasco no nacional apagará os incríveis primeiros seis meses do Timão, mas a julgar pela campanha medíocre que se anuncia no Brasileirão já dá pra avaliar que foi um grande ano, mas vai ter que dividir ele com mais alguém, corintiano.

Eu não acho nada razoável o discurso de dever cumprido da corintianada. Sou contra o descaso com o principal campeonato nacional, o desmanche inconsequente do time e principalmente esse obcecado projeto do título da libertadores no centenário.

Ao final da Copa do Brasil, o Corinthians tinha time e futebol para ser campeão brasileiro. Título notório que coroaria de vez o projeto alvinegro. Tá bom que precisa de dinheiro para tocar o projeto da Libertadores. Mas jogar a toalha de vez é o pecado. Ouvir o Mano dizer, antes da metade do campeonato, que o título é impossível é ridículo, salvo pela incomum e louvável sinceridade do comandante.

Vender André, Cristian e Douglas talvez fosse inevitável, mas o relaxamento dos que ficaram pode ser uma armadilha triste para o futuro. Mesmo sem título, manter o padrão até o final do ano significaria começar a Libertadores embalado, aliando ao clima centenário, acho que podia dar mais certo do que começar tudo do zero como está acontecendo. Principalmente pela enorme pressão que estão botando. Não dá pra apostar todas as fichas na Libertadores. A fiel lembra do timaço eliminado em casa em 2006. Esse negócio de obrigação de ganhar não existe. Ainda mais porque é um mata-mata. Ainda mais para quem nunca ganhou.
Vale a pena arriscar tanto?

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

O campeão não voltou!

Por mais que uma sequencia de cinco vitórias em seis jogos anime toda a torcida são-paulina e já atormente toda torcida adversária, ainda é precipitado demais arriscar conclusões e previsões otimistas, assim como nunca foi adequado decretar a decadência do tricolor.

O ressoar de "O Campeão voltou" nas arquibancadas é uma resposta bem humorada e até um desabafo da agoniada torcida são-paulina que se viu evolta por uma um clima incomum de crise nos últimos meses. Mas não, o "campeão não voltou", e sim, um "ciclo vitorioso realmente acabou".
Há uns posts abaixo falei sobre o Ano atípico, quando as derrotas para Corinthians no Paulista e a trágica humilhação ante o Cruzeiro na Libertadores (culminando na sintomática demissão do técnico de três anos e meio) arruinaram a pose de time inabalável que o São Paulo construíra.
Pois bem, mesmo quase sem mudanças no elenco o São Paulo é outro time, do time campeão com Muricy restou pouco, a postura é totalmente outra, inclusive o modo de jogar é muito distinto.

Dessa forma, o tricampeonato ficou para trás e um "ciclo" definitivamente acabou.

Mas é justamente aí que está o diferencial do São Paulo. Um velho discurso que não sai de moda. A estrutura, planejamento e a riqueza do elenco tricolor o beneficiam com um privilégio que nenhum outro time pode sonhar em ter no Brasil atualmente. Enquanto os ciclos dos outros time vêm em décadas, (ok, anos para ser generoso com uma minoria) , o São Paulo se dá ao luxo de encerrar e iniciar os seus em meses.

Ter conquistado os três campeonatos brasileiros seguidos, as vezes faz parecer que é fácil para o São Paulo triunfar no nacional, não é. Até por isso, começar uma nova "boa fase" não quer dizer que o Hepta-Tetra vem aí, longe disso. Significa que de uma campanha digna e um time competitivo o mimado torcedor são-paulino poderá se orgulhar no fim do ano. O título, portanto, ainda é utópico. Já é possível, no entanto, se regozijar de ter provado aos adversários aloprados e aos limitados colunistas esportivos de conclusões definitivas sazonais que é sempre bom ter uma pontinha de receio antes de dar o maior vencedor do futebol brasileiro como MORTO.
 
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